Queijo do Serro

Serro não é somente a cidade localizada no vale do Alto Jequitinhonha, mas também o nome do queijo de sabor levemente ácido produzido na região. Em agosto de 2002, o queijo do Serro foi tombado como o Primeiro Patrimônio Imaterial de Minas Gerais pelo conselho curador do Iepha – Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico.

O queijo do Serro possui formato cilíndrico com aproximadamente 15 cm de diâmetro e 5 cm de altura. Sua casca forma uma crosta fina e amarelada quando curada por alguns dias. Sua massa interna é esbranquiçada, consistente e de sabor levemente ácido.

Numa visita à cooperativa do Serro, percebe-se que todas as embalagens de queijo são idênticas. Por isso, cabe ao comprador examinar o verso do rótulo e, assim, escolher o número do lote de sua preferência. Cada número corresponde a um produtor diferente. Na cooperativa, encontra-se apenas os queijos classificados como extras, ou seja, os de maior qualidade.

A importância do “pingo”

O “pingo” é o fermento lácteo responsável pelo típico sabor do queijo de Serro. Consiste das últimas gotas de soro recolhidas quando estes descansam sobre a “banca” (mesa de madeira grossa, estreita, com canaletas lateraisa, e ligeiramente inclinada) de um dia para o outro. O “pingo”, portanto, é sempre reaproveitado na produção seguinte.