Os biscoitos Jonker

O visitante que conhece a fábrica de biscoitos Jonker jamais esquece o aroma da primeira lufada logo ao entrar pela porta do estabelecimento: uma mistura de manteiga derretida e açúcar assando no forno. Dentro das instalações, há pacotes de biscoitos por tudo que é canto. Funcionárias amassam massas de biscoito, esticam folhados, moldam biscoitos, checam o forno. É o paraíso daqueles que amam a arte de assar.

A proprietária da fábrica de biscoitos Jonker é Astrid, uma descendente de holandeses que aprendeu a assar com seu pai, o imigrante holandês Gerard Ellinus Jonker.

Gerard imigrou para o Brasil em 1946, aos 28 anos de idade, quando foi convidado para trabalhar na Cooperativa Batavo. Na Holanda, era um padeiro respeitado, com diploma de panificação. Tão logo chegou a Carambeí, Gerard conheceu Wyntje Maria Harms Jonkercom quem se casou em 1948. Com a chegada dos primeiros filhos, o casal decidiu abrir uma padaria.

Com o passar dos anos, uma das filhas do casal, Astrid decidiu seguir os passos dos pais. Apesar de morar em Palmeira, longe da colônia holandesa de Carambeí ou Castrolanda, seus biscoitos e folhados são famosos nestas comunidades.

Hoje, Astrid sabe que muito de seu sucesso se deve ao carinho de seguir adiante a paixão de seu pai. É por isso que faz questão que o símbolo de sua empresa seja um senhor de costas (sinal de falecimento) carregando uma cesta; seu pai.