As peculiaridades de Tibagi
Tibagi fica há aproximadamente 60 km da cidade de Castro. O acesso ao município é feito por uma estrada que corta belas paisagens de campos, vales e morros. Tudo em uma tonalidade esplendorosa de verde. No caminho para Tibagi pode-se avistar fazendas com celeiro, tratores que trabalham a terra, plantações de soja e de trigo, casas rústicas com vistas para um vale e postes de luz que se estendem até o final do horizonte.
Ao chegar em Tibagi, um município tranqüilo com população em torno de 20.000 habitantes, fundado em 1794, o visitante sente-se numa típica cidade do interior, onde tudo acontece ao redor da praça principal e da igreja; até perceber o belo rio que corta a cidade. O rio Tibagi – que significa rio de muitas cachoeiras em língua indígena – tem 550 km de extensão, mais de 50 corredeiras, e atravessa o sexto maior cânion do mundo em extensão, o Cânion Guartelá.
Suas águas atraíram inúmeros bandeirantes que vinham atrás de ouro e diamante. Existe até uma história, contada no Museu do Diamante, junto à praça da cidade, segundo a qual, nas águas do Tibagi, foi encontrado um valioso diamante que acabou indo parar na coroa da rainha da Inglaterra.
A paçoca de carne
Outro diferencial de Tibagi é a presença de moradores bastante hospitaleiros. Dois deles são o casal José Tibagy de Mello e Maria Regina Mercer de Mello. José Tibagy, o Zezito, foi prefeito da cidade por vários mandatos, assim como um articulador do turismo na região. Ele e sua mulher fazem questão de receber as visitas em sua casa, mostrando suas variadas coleções: de xícaras de chá, de dedais e de pratos de porcelana.
Dona Maria Regina conta que, assim como os tropeiros de antigamente, um dos pratos favoritos dos moradores da cidade é a paçoca de carne. Para fazê-la, basta cortar em cubos uma carne como o patinho e dourar junto com cebola e alho na frigideira. Depois, junta-se um pouco de farinha de mandioca e mistura-se bem.
“O próximo passo faz a diferença entre uma boa paçoca e uma excepcional”, ressaltaDona Maria Regina. “Coloca-se tudo dentro de um pilão e inicia-se o processo de fazer a paçoca. Soca-se tudo com muita paciência, jeito e, acima de tudo, carinho”. Ela explica também que o ideal é servir a paçoca com banana frita, arroz, couve na manteiga e feijão. “Assim não há quem resista”, garante Dona Maria Regina sob o olhar de aprovação do marido.

