De argola no nariz
Em princípio, Tom Zé só precisaria de búfalos fêmeas. Evidentemente só elas dão leite. Mas em sua fazenda, em Conceição do Mato Dentro, há também muitos machos. Por quê? O funcionário não sabe a resposta, mas, pela lógica, “deve ser para acalmar as fêmeas. Imagina se só houvessem búfalas por aqui. Elas iam andar num estresse só. Precisam do macho para ter algo a fazer, uma diversão a mais além dos banhos de lama”.
Um dos búfalos tem uma argola no nariz. O empregado diz que “hoje ele é o mais manso da turma. Antes era o mais bravo; adorava confusão. Até que colocamos a argola no nariz dele. Daí em diante, perdeu seu poder, pois é facilmente controlado, basta segurá-lo pela argola”. Os búfalos d´água, ao contrário dos búfalos selvagens vistos no filme Dança com Lobos, são de menor porte e bastante mansos. Os animais adoram ficar dentro d’água, cobertos de lama. Mas raramente atolam, e suas tetas são muito mais macias que as da vaca.
Para fabricar a mussarela de búfala, que é vendida para diversas partes do país, Maria conta com duas ajudantes. Em 1999, cinco anos antes, quando começou a fazer o queijo, ela era a única funcionária. Para fazer as bolas de mussarela, Maria aquece a água filtrada no vapor e derrete pedaços de mussarela dentro dela. Depois, puxa, estica diversas vezes o queijo em sua mão até ficar bem liso. Em seguida, faz as bolotas em tamanhos grande e pequeno, coloca em água fria e ensaca à vácuo. O preço do quilo no local é R$ 10,00. Para melhor apreciar a mussarela de búfala, Maria dá a dica: as bolas devem ser temperadas com azeite, sal, orégano e pimenta-do-reino.

