A cidade imperial

Dom Pedro II foi o último imperador do Brasil. Seu reinado iniciou-se em 1840 quando ainda tinha apenas 14 anos de idade. Dedicado aos estudos das artes e das ciências, governou a nação por quase 50 anos.

Foi Dom Pedro II quem iniciou a prática do veraneio na região de Petrópolis, onde o clima era mais ameno que o da capital da nação. A atitude do imperador foi logo seguida pela aristocracia do Rio de Janeiro, que começou a construir mansões em Petrópolis. Em 1845, o engenheiro e militar alemão Júlio Frederico Köler desenhou o plano urbanístico do povoado, além de projetar e iniciar a construção do Palácio Imperial – que viria a se tornar a residência de veraneio da família imperial.

No dia seguinte à Proclamação da República pelo Marechal Deodoro da Fonseca, o imperador partiu para a Europa, onde morreu em 1891, na França, após ter contraído pneumonia. Seu corpo foi transportado para Lisboa, onde foi depositado no Panteão de São Vicente de Fora. Sua cabeça descansou sobre uma almofada de veludo com terra trazida por ele do Brasil.

Quando foi revogada a Lei do Banimento, os restos mortais de Dom Pedro II foram trazidos ao Brasil, sendo que em 1939, numa cerimônia pública presidida pelo então presidente Getúlio Vargas, foram enterrados na Catedral de Petrópolis, ao lado dos restos de sua filha, a Princesa Isabel, e sua esposa, a imperatriz Teresa Cristina.

Catedral de São Pedro de Alcântara
Estilo neogótico com o mausoléu imperial com os restos de Dom Pedro II, Imperatriz Teresa Cristina, Conde d’Eu, e Princesa Isabel. Rua São Pedro de Alcântara, 60 – Petrópolis – RJ – (24) 2242-4300

Palácio Imperial
Estilo neoclássico. No acervo, estão expostos o cetro, o manto, o trono e a coroa de Dom Pedro II, além de jóias, cristais, mobílias e obras de arte da família imperial. Rua da Imperatriz, 220 – (24) 2237-8000