O queijo de muitos nomes

Ele pode ser conhecido por vários nomes. Cada um tem sua maneira preferida de apelidá-lo de um jeito carinhoso: cabacinha, purunguinho, cabecinha, enforcado, nozinho, pescocinho. Apesar dos diferentes nomes, muitos sabem que no interior de São Paulo, na região de Paranapanema, Itapetininga ou Campina do Monte Alegre, o queijo que está sempre com a corda no pescoço (como se estivesse numa forca) é bastante saboroso.

Entre as crianças, a batalha do dia-a-dia costuma ser acirrada. A disputa entre elas costuma ser a cabeça do queijo. Esta é a parte favorita de todos, uma vez que, por ser a menor, fica mais salgadinha durante o período na salmoura.

O casal Nilda e Acácio, que mora em Campina do Monte Alegre, costuma fazer pelo menos 20 queijos (por eles chamados de “purunguinhos”) por dia. O local de trabalho dos dois é o quintal da própria casa. Eles contam que para fazer cada queijo de 500 gramas são necessários 5 litros de leite. O segredo do queijo do casal é amassar bastante a massa antes de moldá-lo. Somente assim todo o soro será eliminado. E, outra coisa: é preciso também ter bastante cuidado para que o queijo não perca a cabeça ao ser dependurado cedo demais.