A primeira capitania

A descoberta do arquipélago de Fernando de Noronha aconteceu em 1503, durante a expedição comandada por Américo Vespúcio. No ano seguinte, a ilha foi doada àquele que financiou a viagem: o português Fernão de Loronha. Este, ao recebê-la de presente, tornou-se o donatário da primeira capitania hereditária do Brasil. Sem a vontade de sequer conhecer a ilha, Loronha a deixou abandonada. No século 17, os holandeses a ocuparam temporariamente. No século 18, foi a vez dos franceses a desejarem. Ao perceber o interesse alheio, a Coroa Portuguesa tomou a posse da família Loronha e incorporou a ilha à Capitania de Pernambuco. Em seguida construiu inúmeras fortificações para deter os invasores. Séculos se passaram até que, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, o arquipélago foi cedido à União para que abrigasse um presídio militar. Com o passar dos anos, o então Território Federal Militar se aliou à marinha norte-americana, que ali instalou bases de apoio. Somente na década de 80 a ilha deixou de pertencer aos militares para se tornar distrito de Pernambuco e, logo depois, tornar-se Parque Nacional e Área de Proteção Ambiental. Finalmente, em 2001, a Unesco reconheceu sua importância ao elegê-la Patrimônio Mundial Natural.