Uma tarde em Olinda

Junto de Ouro Preto, em Minas Gerais, e o Pelourinho, em Salvador, Olinda completa a tríade dos mais importantes centros históricos do Brasil. Localizada a menos de dez quilômetros de Recife, a cidade ostenta o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco desde 1982. Fazendo um passeio por ladeiras, ruelas e becos centenários, o turista pode visitar igrejas do século 16, admirar casarões coloniais, conhecer as características de construções barrocas ou simplesmente contemplar a vista do alto de suas colinas.

A maneira mais agradável de conhecer Olinda é percorrê-la a pé. Em lenta caminhada é mais fácil admirar a beleza de casas com fachadas coloridas, descobrir becos históricos ou descansar em bancos de praças sombreados por árvores frondosas. O passeio pode começar pouco antes do almoço pela Rua do Amparo, uma das mais conhecidas e preservadas de Olinda. Ao seu redor estão galerias de arte com quadros que retratam o cotidiano local, ateliês de artistas plásticos que fazem máscaras de papel machê e a Casa dos Bonecos Gigantes. Nesta, pode-se conhecer os bonecos que alegram os foliões durante os dias de carnaval. Durante o trajeto, o visitante ainda tem a opção de entrar em charmosas pousadas e conhecer suas instalações ou abrir o apetite estudando os cardápios postados em pedestais na porta dos restaurantes.

Ex-sede do poder pernambucano

Olinda foi fundada em 1535 por Duarte Coelho Pereira, donatário da capitania de Pernambuco. No século 17, durante a ocupação dos holandeses, a cidade foi incendiada pelos invasores e perdeu o título de sede da capitania para Recife. Após a retomada do poder, em 1654, Portugal retornou a capital para Olinda e investiu na reconstrução da cidade. Porém, em 1837, a sede de Pernambuco se transferiu definitivamente para Recife.