As igrejas históricas

Para facilitar a digestão após o almoço, recomenda-se dar uma pausa na caminhada para conhecer as seculares igrejas de Olinda. O Mosteiro de São Bento, datado de 1582, possui altar de cedro folheado a ouro, quadro do século 16, doado pelo Vaticano, que retrata São Sebastião, imagens barrocas de São Bento e candelabros de prata portuguesa. A Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia, de 1540, foi incendiada durante a ocupação holandesa e reconstruída pelos portugueses em 1710. Mantida por irmãs beneditinas, possui painéis de azulejos portugueses e altares rococó ornados com talhas douradas. A Igreja da Sé, de 1537, cujo adro oferece uma das mais fotografadas vistas de Olinda, possui altares folheados a ouro e paredes revestidas com azulejos portugueses. Dentro da igreja encontra-se o túmulo de Dom Hélder Câmara, arcebispo de Olinda.

Depois de visitar as igrejas, com o sol já baixo no horizonte, é hora de retomar o passeio pelas ruas da cidade. Se durante o carnaval elas são invadidas por milhares de pessoas pulando e dançando o frevo e o maracatu, nos demais meses do ano impera o sossego e a tranqüilidade. Caminhando sobre o calçamento de paralelepípedo é difícil imaginar que Olinda esteja tão próxima da capital Recife. A sensação é de estar em uma pacata e pequena cidade interiorana. Em rotina diária, vê-se uma senhora bordando uma colcha de retalhos em plena rua, meninos apostando corridas de bicicleta em rua deserta de carros e grupos de adolescentes. Em Olinda, ver o sol se pôr ainda é um programa.