Quitute Patrimonial

O acarajé é muito mais que um simples bolinho feito de massa de feijão e recheado com vatapá. Símbolo da gastronomia baiana, o quitute é encontrado em inúmeras esquinas de Salvador. Discutir qual é o melhor da cidade cabe aos soteropolitanos. Aos turistas, basta saber que um dos mais tradicionais e renomados acarajés da cidade é o de Cira.

O aclamado tabuleiro de Jaciara de Jesus Santos, a Cira, está localizado no Largo de Itapuã desde 1956. Nascida e criada no bairro, a baiana conta ter aprendido o ofício com a mãe, Dona Odete. Após seu falecimento, Cira passou a comandar o ponto. Isso com apenas 17 anos de idade. Com o passar dos anos, ela conquistou uma imensidão de fãs dispostos a cruzarem a cidade para provar seu acarajé.

Para auxiliá-la no feitio e na venda do acarajé, Cira emprega várias funcionárias. Todas vestidas a caráter: saias longas engomadas, batas de rendas, turbantes e uma profusão de colares, pulseiras, brincos e anéis. Além de comandar o tabuleiro em Itapuã, ela possui mais dois pontos na cidade: um em Rio Vermelho, sob os cuidados de sua filha Jussara, e outro, em um posto de gasolina em Lauro de Freitas, a cargo de sua neta Aline.

Ciente da importância de manter viva a tradição da baiana que serve o acarajé – patrimônio imaterial tombado pelo IPHAN -, Cira cuida das várias etapas até o acarajé chegar ao freguês. É ela quem faz as compras dos ingredientes, prepara as receitas e treina as funcionárias. Outro diferencial é estar sempre presente em seu quiosque no Largo de Itapuã, seja fritando os bolinhos de feijão no azeite de dendê, cumprimentando os clientes tradicionais, e instruindo os iniciantes em como comer um acarajé. “Quente significa apimentado”. As palavras “quente” e “frio” são uma referência à quantidade de pimenta colocada, e não à sua temperatura. Sua próxima dica é para tomar cuidado com a camisa. “O dendê mancha feio”, complementa. Além de seu acarajé, Cira recomenda outras delícias de seu tabuleiro como o abará, o bolinho de estudante, e a cocada. Difícil resistir a sugestão.

Outros Quitutes da Cira

Além do acarajé, o tabuleiro da Cira oferece cavalinha (uma espécie de peixe) frita, doce de tamarindo e cocadas brancas e morenas. Há ainda:

O acarajé é muito mais que um simples bolinho feito de massa de feijão e recheado com vatapá. Símbolo da gastronomia baiana, o quitute é encontrado em inúmeras esquinas de Salvador. Discutir qual é o melhor da cidade cabe aos soteropolitanos. Aos turistas, basta saber que um dos mais tradicionais e renomados acarajés da cidade é o de Cira.

O aclamado tabuleiro de Jaciara de Jesus Santos, a Cira, está localizado no Largo de Itapuã desde 1956. Nascida e criada no bairro, a baiana conta ter aprendido o ofício com a mãe, Dona Odete. Após seu falecimento, Cira passou a comandar o ponto. Isso com apenas 17 anos de idade. Com o passar dos anos, ela conquistou uma imensidão de fãs dispostos a cruzarem a cidade para provar seu acarajé.

Para auxiliá-la no feitio e na venda do acarajé, Cira emprega várias funcionárias. Todas vestidas a caráter: saias longas engomadas, batas de rendas, turbantes e uma profusão de colares, pulseiras, brincos e anéis. Além de comandar o tabuleiro em Itapuã, ela possui mais dois pontos na cidade: um em Rio Vermelho, sob os cuidados de sua filha Jussara, e outro, em um posto de gasolina em Lauro de Freitas, a cargo de sua neta Aline.

Ciente da importância de manter viva a tradição da baiana que serve o acarajé – patrimônio imaterial tombado pelo IPHAN -, Cira cuida das várias etapas até o acarajé chegar ao freguês. É ela quem faz as compras dos ingredientes, prepara as receitas e treina as funcionárias. Outro diferencial é estar sempre presente em seu quiosque no Largo de Itapuã, seja fritando os bolinhos de feijão no azeite de dendê, cumprimentando os clientes tradicionais, e instruindo os iniciantes em como comer um acarajé. “Quente significa apimentado”. As palavras “quente” e “frio” são uma referência à quantidade de pimenta colocada, e não à sua temperatura. Sua próxima dica é para tomar cuidado com a camisa. “O dendê mancha feio”, complementa. Além de seu acarajé, Cira recomenda outras delícias de seu tabuleiro como o abará, o bolinho de estudante, e a cocada. Difícil resistir a sugestão.

O abará

Os ingredientes usados no preparo do abará são os mesmos que os do acarajé. A diferença acontece no modo de preparo. Enquanto o abará é enrolado em folha de bananeira e cozido no vapor, o acarajé é frito em azeite de dendê.

Passarinha

Presente em vários tabuleiros baianos, a passarinha consiste no baço do boi fatiado e frito.

Bolinho de estudante

Bolinho alongado feito de tapioca e coco ralado. Antes de ser consumido, é passado numa mistura de açúcar e canela.

Onde Comer

Acarajé da Cira
Rua Aristides Milton, s/nº. Largo de Itapuã
(71) 3249-4170