Uma piscina no meio do mar

Já se tornou clichê dizer que o azul-esverdeado do mar de Maceió hipnotiza aqueles que o vêem pela primeira vez. Mas não há como negar esta afirmação. Mesmo os mais carrancudos, ao avistar a água em tons que variam do azul-marinho ao verde-piscina, se encantam com tamanha beleza. Por muitos considerada a orla urbana mais bonita do país, a cidade atrai turistas de diversas regiões. Munido de suas câmeras, os visitantes fotografam um mar que parece caprichosamente ter sido pintado à mão.

A terra rodeada por lagoas

Maçayó, em tupi-guarani, significa “o que tapa o alagadiço”. É uma referência às terras da região, circundadas por lagoas. A localidade cresceu devido à extração de cana-de-açúcar e às exportações do porto de Jaraguá. Em 1815, se tornou vila. Anos depois, em 1839, capital da província. Se em 1960, a cidade possuía uma população de aproximadamente 180 mil habitantes, hoje este número gira em torno de 900 mil. Tal crescimento se deve em parte ao turismo uma vez que a capital de Alagoas é atualmente um dos destinos mais procurados do país.

Diferentemente de outras capitais litorâneas, a principal atração de Maceió não são as praias, mas sim uma piscina no meio do mar. A dois quilômetros de distância da areia há uma formação de arrecifes que, durante a maré baixa, permite banhos em águas mornas e cristalinas. Os passeios até as piscinas naturais são feitos em rústicas jangadas que saem da Praia de Pajuçara.

Tão logo o visitante chega perto de onde saem as embarcações, um jangadeiro se aproxima oferecendo seus serviços. Antes de combinar qualquer coisa, pergunte a ele se é credenciado à Associação dos Jangadeiros de Pajuçara. Em caso de resposta afirmativa, basta então acompanhá-lo até sua jangada.

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