Demais opções da gastronomia ludovicense

A boa oferta gastronômica de São Luis oferece opções que vão além dos pratos típicos maranhenses como o cuxá, a torta de camarão e as caldeiradas. Há bons restaurantes que servem desde um banquete com carne-de-sol a deliciosos pasteizinhos de carne com geléia de pimenta. Existe um estabelecimento que funciona 24 horas por dia onde se encontram mingau de tapioca e cuscuz com queijo coalho. Já uma rede de farmácia vende picolés de frutas regionais. E em todos é possível encontrar a bebida mais consumida de São Luís, o Guaraná Jesus.

Cabana do Sol

Opção favorita, a carne de sol

Geralmente, quando a fila é grande, o restaurante costuma ser bom. Seguindo essa lógica, pode-se concluir que o Cabana do Sol é bem recomendado. O estabelecimento, fundado em 1994, é um dos mais movimentados da capital maranhense. Sempre há vários carros em seu estacionamento, não importa a hora do dia, de 11 horas da manhã ao início da madrugada. O restaurante funciona debaixo de uma cabana de sapê e é dividido em dois ambientes, varanda e área fechada com ar-condicionado. O entra e sai de clientes é justificado por uma comida bastante saborosa e farta. O público varia de casais a famílias numerosas. Entre as opções do cardápio, a favorita é a carne de sol. Esta vem acompanhada de arroz branco, baião de dois, feijão verde, paçoca, mandioca cozida, purê de mandioca, banana à milanesa, manteiga de garrafa e rapadura.

Maracangalha

A letra da canção Maracangalha, de Dorival Caymmi, diz:

Eu vou pra Maracangalha, eu vou
Eu vou de uniforme branco, eu vou
Eu vou de chapéu de palha, eu vou
Eu vou convidar Anália, eu vou

Se Anália não quiser ir
Eu vou só, eu vou só
Se Anália não quiser ir, eu vou só
Eu vou só, eu vou só sem Anália, mas eu vou.

Onde será a tão querida Maracangalha da música de Caymmi? Os críticos especializados em música dizem se tratar de um distrito no município de São Sebastião do Passe, na Bahia, a 59 km de Salvador. Mas os leigos podem pensar se tratar do restaurante de mesmo nome que existe em São Luís. O restaurante Maracangalha fica em um dos locais mais agradáveis da cidade, de frente para o mar, na Avenida Litorânea. Na entrada, há balaios de vime com pimentas, garrafas de licores de frutas, compotas, livros de culinária regional e até um boneco fofão – o nome dado ao folião que, durante o carnaval, se veste com macacão estampado e máscara. Num ambiente arejado e decorado com cores vibrantes, o cliente logo ao se assentar, a título de boas vindas, é agraciado com uma cesta de vime com pasteizinhos de carne e uma pequena travessa com geléia de pimenta. A combinação é perfeita e ideal para beliscar ao percorrer as páginas do cardápio que inclui peixes como pargo, anchova ou robalo, camarões, carne de sol, e caldeiradas diversas.

Big Gago

O beiju

A padaria Big Gago funciona 24 horas por dia. É uma ótima opção para jovens que saem de uma festa ou executivos cujos vôos chegam de madrugada à cidade. A localização do Big Gago fica às margens de uma avenida movimentada e, por isso, é caminho de muitos. Mas não é apenas seu ponto estratégico o motivo de seu sucesso.

O cardápio inclui opções saborosas e tipicamente nordestinas: tapioca – também conhecida como beiju – com manteiga, com carne de sol desfiada, com queijo coalho, com leite condensado e côco; cuscuz com manteiga ou com queijo coalho; mingau de tapioca ou de milho; e sucos de cupuaçu, bacuri, graviola, caju, milho verde, ou açaí. A padaria ainda produz uma gostosa cocada de maracujá, bombocados – que em São Luís é conhecido por “mãe benta”, e biscoito de polvilho – conhecido como “peta”.

Picolé Blaus

O visitante que chega a São Luís vindo da região sul ou sudeste do Brasil costuma ter curiosidade em conhecer os sabores das frutas locais. Na rede de farmácia Extra Farma, espalhadas por toda a cidade, é possível comprar inúmeros picolés e conhecer todos eles de uma só vez. Há picolés de muruci, açaí, graviola, taperebá, cupuaçu e bacuri.

Guaraná Jesus

O Guaraná Jesus

Por todo canto de São Luís, praias, ruas, restaurantes, bares, quiosques, encontra-se ludovicenses bebendo o Guaraná Jesus. O estranho refrigerante tem uma cor rosada, é muito doce, e um sabor que lembra tutti-frutti e canela. Nas garrafas da bebida, o slogan do guaraná resume seu espírito inusitado: “o sonho cor-de-rosa”. O Guaraná Jesus foi criado em 1920 pelo farmacêutico Jesus Norberto Gomes no quintal de sua casa. A receita da bebida, criada por seu Jesus com o intuito de agradar seus netos, é um mistério. Muitos especulam que há 17 ingredientes, incluindo algumas ervas amazônicas e que sua cor característica é derivada do extrato de cascas de árvores.

O sucesso do Guaraná Jesus é tão grande no Maranhão que a gigante Coca-Cola, por não aceitar o segundo lugar no estado, fato inédito nos demais estados brasileiros, se viu obrigada a comprar a fábrica concorrente. Ao diminuir a produção do Guaraná Jesus, o bafafá foi tão grande em São Luís e arredores, que a empresa americana nada pode fazer senão continuar produzindo o guaraná em quantia maior que o mais conhecido dos refrigerantes.

Onde Comer

Cabana do Sol
Rua João Damasceno, 24 A - Bairro: Farol de São Marcos
(98) 3235-2586
Maracangalha
Av. Litorânea, 45 - Bairro: Calhau
(98) 3233-6764
Big Gago
Av. Daniel de Lapouche, 999 - Bairro Cohama
(98) 3236-6065