Entre a areia, o rio e o mar

A voadeira desliza velozmente pelo rio Preguiças. O passeio iniciado em Barreirinhas segue em direção ao Atlântico comandado por Toninho, o piloto da canoa motorizada. Dentro da embarcação, há mochilas e apetrechos de turistas que irão passar uma ou duas noites nos vilarejos de Atins ou Caburé, ambos na foz do Preguiças. Uma das passageiras é a paulista Lourdes. “Ouvi falar que Atins é lindo. Vou passar duas noites por lá”, conta a passageira pressionando seu chapéu junto à cabeça para não ser levado pelo vento.

O sol agradável das nove horas doura a pele dos viajantes. De óculos escuros e viseira, os passageiros acenam para uma embarcação que transporta os ribeirinhos. Estes barcos são comparados aos ônibus municipais e são três vezes mais lentos que as velozes voadeiras, os táxis de rio. Ao longo dos 42 km que separam Barreirinhas da foz do Preguiças, a paisagem mistura trechos de casas de veraneio com piscinas sob palmeiras e a triste realidade das cabanas de taipa de famílias nômades de pescadores ou catadores de caranguejo que vivem no meio de sombrios manguezais.

Toninho fala alto para melhor ser ouvido: “vamos seguir por um desvio ali adiante”. O piloto explica que o atalho ou furo – como o povo local o conhece -, foi feito com o uso de pás pelos próprios ribeirinhos. “Um furo como esse economiza 20 minutos em voadeira e quase duas horas nas canoas à vela dos pescadores”. Toninho diminui a velocidade ao adentrar pelo estreito atalho. O piloto explica que o trajeto de cada passeio é feito conforme a necessidade de cada turista. “Há casos em que minha obrigação é apenas levar ou buscar alguém em Caburé ou Atins. E tem ocasiões em que vou parando, mostrando para os turistas os manguezais e as casas de ribeirinhos”.

Ao sair do atalho a voadeira ganha velocidade. O nome do rio, Preguiças, é explicado por Toninho: “é por causa dos bichos-preguiças que aqui moravam tempos atrás”. “Sério?”, indaga Lourdes. “Pensei que fosse por causa da lentidão da correnteza”, conclui a paulista ao observar as águas do rio correndo sem pressa, ziguezagueando preguiçosamente em direção ao Atlântico.

Vassouras

Toninho aponta a voadeira em direção à primeira parada: Vassouras. Depois de cerca de quarenta minutos da partida em Barreirinhas, chega-se a um local com dunas douradas que pendem sobre a água morna do rio. Muitos descem da voadeira e correm para escalar a montanha de areia. Outros se refrescam na água. Há aqueles que preferem seguir para as choupanas com teto de palha que servem água de coco.

Vassouras está localizada na entrada dos Pequenos Lençóis, área do parque localizada à margem direita do rio Preguiças. Diferentemente dos Grandes Lençois, à esquerda do rio, que impressionam pela dimensão de suas dunas alvíssimas intercaladas por lagoas cristalinas, os Pequenos Lençois se impõem pela sua diversidade paisagística composta por rio, mar, mangue, campo e dunas.

Entre os turistas, surge o mascotinho de Vassouras: o miquinho Pepsi. Ele é pidão e vai logo agarrando o copo de água de uma senhora. Pepsi, não satisfeito apenas com os goles de água, pede também um cafuné. Muitos tiram fotos. Outros, deitados em redes, observam de longe o entretenimento gratuito. Num canto da choupana, há uma lojinha de artesanato que vende bolsas, tapetes, chapéus, toalhas, tudo feito da palha da palmeira de buriti.

Mandacaru

O passeio segue rio acima. Conforme a voadeira se aproxima do oceano, a largura do rio aumenta e a paisagem de manguezal perde espaço para coqueiros e dunas. O calor também mostra presença com o sol forte do início da tarde. A canoa motorizada segue em velocidade até Toninho avistar a segunda parada: Mandacaru.

O pacato vilarejo de Mandacaru possui pouco mais de mil habitantes, a maioria vivendo de pesca e agricultura de subsistência. O nome do povoado se deve ao cactus nativo à região. Mas a principal atração do povoado não é a planta característica do sertão e sim um farol de 54 metros de altura.

Antes mesmo de Toninho aportar a voadeira, é possível avistar, por entre coqueiros, o Farol de Mandacaru. Depois de mergulhos no rio e da compra de latinhas de cerveja, vendidas em bares junto ao cais, o grupo segue em direção à atração local.

O Farol de Mandacaru existe desde 1909. Porém, em 1940, a antiga estrutura de ferro foi substituída por uma alvenaria com alcance luminoso de dezoito milhas náuticas. Depois de subir um lance de 160 degraus chega-se ao topo do farol. De lá é possível avistar o Rio Preguiças e o oceano Atlântico, os manguezais, as dunas com coqueiros, as comunidades de Atins e Caburé. Sempre iluminado entre as seis da tarde e as seis da manha, o Farol de Mandacaru é a orientação dos pescadores da região no retorno para casa, após dias em alto mar.

Caburé

Em poucos minutos de viagem de Mandacaru, a voadeira encosta em Caburé. O minúsculo povoado é um conjunto de pousadas e restaurantes localizados numa faixa estreita de areia que separa o rio Preguiças do oceano Atlântico. Rústica e selvagem, Caburé é como se fosse uma ilha, isolada da civilização. No povoado não há telefones públicos, ruas, nem sinal de celular. Em Caburé chega-se apenas em barcos, e a energia elétrica provem de geradores que funcionam parcialmente ao longo do dia. Toninho ajuda a descarregar as mochilas diante a Pousada do Buriti. Em seguida, ele se despede e parte na voadeira para levar Lourdes a Atins.

Ao desembarcar em Caburé, nota-se de imediato a fragilidade do homem frente à força da natureza. Há cabanas engolidas impiedosamente pela areia, vestígios de construções de tijolos, restos de tetos de sapê. O vento parece nunca se cansar de soprar areia sobre tudo. Sem discriminação, ela atinge cabanas de pescadores e quartos de pousadas.

O restaurante do Paulo

Paulo foi a primeira pessoa a fixar residência em Caburé. Se hoje ele recebe turistas de todo o Brasil, antigamente passava semanas sem ver uma única pessoa. O encanto de Paulo com Caburé teve iniciou quando passou por ali pela primeira vez. Ele estava acompanhado de sua mãe numa canoa. Os dois seguiam em direção a Atins para visitar o tio de Paulo. Ao avistar a faixa de areia, entre o rio e o mar, ele guardou aquela imagem. Tempos depois, Paulo decidiu passar uma época isolado de tudo e todos. O lugar escolhido foi a faixa de areia que havia guardado na memória.

“Quando vim para cá, só havia areia. Mais nada. Fiz uma cabaninha, plantei uns coqueiros e fui vivendo”, conta Paulo. Foi ele quem batizou o local de Caburé. “Caburé é uma corujinha que vive num buraco cavado na areia. Foram elas que me fizeram companhia no início. Havia épocas em que eu passava dez, quinze dias sem avistar ninguém. Fui obrigado a conviver com a solidão. De vez em quando aparecia um pescador. Mas só um ou outro parava para conversar”. Quando isso acontecia, Paulo oferecia umas doses de cachaça estocada. E em troca, ganhava histórias dos pescadores. “E assim fui indo. Quando precisava comer, pescava. Quando tinha sede, ia ao rio”.

Um funcionário de Paulo se aproxima e entrega o cardápio. A escolha varia entre peixe e camarão. O preparo pode ser grelhado, frito ou ensopado. O acompanhamento é arroz, feijão, farofa, salada de alface e tomate. No caso de ensopado, pirão. Paulo recomenda, para acabar com a dúvida, camarão de tira-gosto e peixe grelhado como prato principal. Pedido acatado, o funcionário se retira. “Boa pedida. O peixe chegou há poucas horas.

O anfitrião conta que em Caburé os geradores das pousadas e restaurantes funcionam em dois períodos: entre nove da manhã e três da tarde, e entre seis e dez da noite. “Com isso, conseguimos manter tudo gelado. Mas é essencial trabalhar com produtos frescos, com peixes pescados no dia. Aqui não há como estocar muita coisa”. Paulo explica ter aprendido a cozinhar por necessidade. “Morava aqui sozinho. Precisei aprender a cozinhar. Mas foi com o passar do tempo que fui pegando o jeito da coisa. Os clientes davam dicas, ensinavam uma coisa aqui outra ali. E acabei aprendendo”.

A idéia de transformar o local numa pousada veio de um casal de paulistas. “Marcos e Sônia vieram para cá com minha mãe. Ela os trouxe de canoa junto com umas redes para eles dormirem. Isso aconteceu no final dos anos 80. Eles adoraram a experiência e, ao se despedirem, sugeriram que eu construísse uma pousada”. Paulo ficou com aquilo na cabeça. Com o passar do tempo, ele construiu um quarto. Depois outro. Sua mãe o ajudou na compra de pratos, talheres, toalhas. Anos depois, Paulo conta que Marcos e Sônia retornaram ao local. “Dessa vez, eles encontraram a Pousada do Paulo. E depois disso já voltaram umas oito vezes”.

Desde o início em Caburé, Paulo sempre respeitou a natureza. “Sou contra erguer muros altos de tijolos perto do mar para tentar impedir o avanço da areia. Se alguém faz algo que agride a natureza, ela sabe como dar a volta por cima. A natureza é tão bela que dispõe de meios para reconstruir o que o homem destrói”. Paulo explica que é fundamental estar sempre limpando a areia, varrendo-a para fora da pousada. “A areia nunca deve acumular. Se passamos três, quatro dias sem varrer, já acumulam uns montinhos”. Segundo Paulo, entre os meses de agosto e dezembro, quando a areia sopra mais forte, é necessário ter funcionários encarregados diariamente em removê-la. “Todas as frestas dos quartos também devem ter palha para a areia não entrar. Se bobear, ele engole tudo”.

O funcionário de Paulo coloca sobre a mesa o tira-gosto de camarão. Preparado no alho e óleo, o camarão está sequinho e crocante. Em poucos minutos, ele desaparece por completo do prato. Instantes depois, chega o peixe grelhado, inteiro. O dono da pousada faz questão de servi-lo antes de continuar suas histórias.

Os turistas que se hospedam na Pousada de Paulo são tão singulares quanto Caburé. “Ano passado, recebi três estudantes de São Paulo que se isolaram aqui para estudar para o vestibular”, conta Paulo. “Houve também um casal que estranhou a ausência de trancas nas portas”, revela ao relembrar que antigamente seus quartos eram fechados apenas com uma cordinha. “A porta existia apenas para não deixar entrar bichos ou areia. Ainda não acostumei em usar chaves num lugar como este”.

Apesar de ter acatado às necessidades urbanas, como o uso da tranca, Paulo diz que ainda confia no ser humano: “Não anoto nada e não tenho gerente. Entrego a chave para meus funcionários quando não estou aqui. Digo que se eles quiserem roubar de mim, que o problema não meu”. É por causa dessa filosofia de vida que Paulo e Caburé se dão tão bem. Ambos possuem um sentimento de tranqüilidade que destoa de quem cresceu em cidades, desconfiando de tudo e todos.

Bolo de Aniversário

Ao cair da tarde, alguns moradores de Caburé se reúnem no salão-restaurante da Pousada do Mirante. O motivo é a comemoração do aniversário de uma criança. Em cima de uma mesa, há brigadeiro e um bolo com velinhas ainda a serem acesas. Enquanto as crianças brincam no salão, correndo de um lado para o outro, as mães conversam num canto.

Apesar da festa infantil se parecer com tantas outras, a rotina dessas famílias é bem diferente. Para ir ao médico, à escola, ou fazer compras precisam ir a Atins, do outro lado do rio. Algo justificável em uma comunidade tão pequena; a população de Caburé não passa de cem habitantes, número ainda menor na baixa temporada turística.

É hora do pôr do sol em Caburé. A praia do povoado é deserta. Há apenas alguns pássaros e siris. A areia molhada pelo mar é coberta por pequenas conchas. Cada uma diferente da outra em tamanho e cor. Presenciar o crepúsculo em tal lugar é a certeza de que existem locais de forças inexplicáveis. Caburé é mística. É mágica. Em instantes surgem as primeiras estrelas. Logo o céu está cravejado de pontinhos brilhantes. A escuridão toma conta de tudo. Mas com o breu, ao som das ondas quebrando e do vento de areia, é possível enxergar com nitidez que estar em Caburé é uma forma simples de ser feliz.

Em direção a Atins

Na manhã seguinte, um barquinho à vela atravessa o rio Preguiças. Seu comando cabe a um garoto de tez escura, dentes brancos e não mais que vinte anos. A embarcação, apesar de humilde, com vela feita de saco de fibras, segue tranquila em direção à Atins. Depois de quase uma hora de viagem, o garoto encosta o barquinho às margens de uma pacata vila de pescadores.

Atins é um modesto e minúsculo povoado localizado na foz do rio Preguiças. O vilarejo é procurado por turistas por se situar no litoral maranhense e também por estar a poucos quilômetros de caminhada das dunas do Parque dos Lençóis. Diferentemente de Caburé, Atins possui telefone público e eletricidade. Suas poucas ruas são cobertas de areia fofa, justificando a ausência de carros.

A hospedagem mais procurada do vilarejo é a pousada Rancho dos Lençóis, ou, simplesmente, a pousada do Buna. Caso o proprietário esteja em Atins, ele apanha os hóspedes junto ao cais em seu jipe 4 × 4; do contrário, é necessário caminhar pela areia fofa e quente por mais de vinte minutos. Depois do suadouro, ao entrar pelo portão do Rancho dos Lençóis, o viajante tem a impressão de estar tendo miragens ao avistar uma piscina cristalina sob a sombra de coqueiros. Não há quem resista a um mergulho imediato em águas tão convidativas.

Depois de se refrescar, com os sentidos já reanimados, o hóspede percebe que a pousada é bem estruturada. A construção principal – sede da recepção e do restaurante – é arejada; possui teto de palha, chão de tijolos expostos e troncos de sustentação. Há redes para um eventual cochilo vespertino, uma estante com livros e revistas e uma televisão com poucos canais. Ao redor, vários chalés abrigam os quartos. E numa horta ao lado, crescem legumes e verduras.

O guia Pedro

Pedro é filho da gerente da pousada. Apesar de aparentar treze anos de idade, ele é o encarregado em levar os hóspedes a uma das principais atrações em Atins: o restaurante da Luzia. O local se tornou conhecido por servir um aclamado camarão grelhado na brasa. Porém, para saborear tal iguaria, é necessário que o viajante antes passe por uma prova de fogo: caminhar quase dez quilômetros sob o sol escaldante do Maranhão.

Pontualmente às duas da tarde, Pedro se encontra na recepção da pousada, pronto para dar início à caminhada até o restaurante da Luzia. “Ta preparado?”, pergunta o garoto com um riso na cara. “São umas duas horas a pé até lá. Não é mole não”, diz Pedro num alerta final. Minutos depois, com a caminhada já iniciada, Pedro conta histórias sobre turistas que levou à Luzia. “Tem uns que quase morreram. Na hora que eles pensaram que estava chegando, eu disse que a gente não estava nem na metade. Coitados”. Mas Pedro conta também casos de turistas que gostam tanto do passeio que acabam lhe presenteando de alguma forma: “um casal de Portugal me deu de presente um toca-cd”, diz, entusiasmado.

A trilha corta uma vegetação seca e rasteira. Em meio à paisagem, cabras e mulas pastam sem se perturbar com a presença de estranhos. Pedro se mostra preocupado em não caminhar mais rápido que o turista. “Não tenho pressa. Sigo no ritmo de quem eu levo. Foi minha mãe quem me ensinou isso”. O garoto carrega uma garrafa de plástico com água congelada. Ora ou outra, ele a agita para conseguir um gole de água gelada. “O que é bom mesmo é Coca Cola com um caju dentro dela. Mas água geladinha também mata a sede, né?”. Além da garrafa d’água, Pedro carrega uma lanterna para iluminar o caminho de volta. “A volta é mais fácil. Não tem sol, e a barriga já ta cheia!”

O camarão da Luzia

Depois de mais de uma hora de caminhada, Pedro aponta a linha do horizonte: “É lá a Luzia”. Bem distante, é possível avistar uma minúscula casinha junto às dunas. Pouco a pouco, o restaurante vai se tornando maior e mais nítido, até que, finalmente, é alcançado. Na porta, Luzia espera pelo cliente com as boas vindas. Pedro cumprimenta a anfitriã e vai logo pedindo uma Coca Cola. Luzia convida para entrar e tomar assento. O local é rústico e simples. Há redes para descansar e uma vista das belas dunas do Parque dos Lençóis.

“Foi aqui que eu nasci”, conta Luzia referindo-se ao restaurante localizado entre as dunas e o mar. “Trabalhei catorze anos em São Luís como cozinheira em casas de família. Até que senti saudades e quis voltar para casa. Comecei vendendo PF. Depois peixe frito”. Luzia conta que havia meses que não havia um único cliente. “Um dia pensei em fazer camarão. Testei vários temperos antes da receita ficar do jeito que queria”. Luzia sorri e diz que ao começar a servir camarão, os clientes começaram a aparecer. “O Buna veio aqui e gostou. Daí, ele começou a trazer uns hóspedes de sua pousada. Todos gostavam do camarão, elogiavam muito. A cada semana, aparecia mais gente. Teve um dia em que servi 80 pessoas”. A receita nunca mais foi alterada. “É meu camarão que paga a escola de minha filha em Barreirinhas”, diz com orgulho. “Até uma revista do Japão já tirou foto do meu camarão”.

O cardápio do restaurante está escrito, em várias línguas, na parede branca da casa. “Eu peço para os turistas estrangeiros escreverem o cardápio na língua deles. Assim, eles me ajudam”, conta Luzia ao levantar da mesa e seguir em direção à cozinha. Nos fundos da casa, ela prepara seu famoso camarão. Sob a grelha de ferro, há tocos de lenha alaranjados e incandescentes. Numa bacia, Luzia mistura os temperos da receita. Ela prefere não revelar os ingredientes do tempero. “Quem quiser provar meu camarão, tem que vir aqui”.

Camarões graúdos e frescos são postos a marinar no tempero. Minutos depois, Luzia checa o calor da grelha. Satisfeita, vai colocando os crustáceos para grelhar. “Coloco o camarão com a casca para ficar mais gostoso e macio”, explica. Luzia revela que além dos temperos, o segredo de sua receita é retirar os crustáceos da grelha na hora certa. Instantes depois, ela convida o cliente a tomar assento na mesa do restaurante. Luzia entra com um prato repleto de camarões vermelhos e de aroma insuperável. O cheiro lembra o de um churrasco em tarde de domingo. Com o camarão tenro, suculento, com gostinho de grelha, a receita de Luzia está no nível dos mais celebrados restaurantes Brasil afora. Ao término da refeição, é possível afirmar que o camarão da Luzia permanecerá para sempre na memória dos pratos inesquecíveis saboreados ao longo da vida.