O Parque Nacional das Sete Cidades

O Parque Nacional das Sete Cidades está a cerca de 200 km de Teresina, perto do município de Piripiri, no interior do Piauí. Criado em 1961, o parque possui clima tropical semi-árido e temperatura média anual de 26°C. Localizada numa faixa de transição entre o cerrado e a caatinga, a reserva ambiental abriga espécies de fauna e flora de ambos os ecossistemas. Sua área de 6.221 hectares apresenta sete grupos de formações geomorfológicas, as chamadas “sete cidades”, datadas de 190 milhões de anos, e pinturas rupestres com idade estimada de 6.000 anos.

A área aberta à visitação equivale a cerca de 490 hectares distribuídos em trilhas que totalizam 12 km de extensão. Em meio à paisagem, há nascentes, cachoeira, piscina natural e um mirante com vista panorâmica do parque. Em dias de sorte, é possível avistar raposas, veados campeiros, roedores, iguanas, calangos e tamanduás. Entre as espécies botânicas, encontram-se tanto cactos quanto ipês amarelos.

Os sete grupos de formações rochosas do parque foram esculpidos pela ação dos ventos, das chuvas e do calor ao longo de milhões de anos. Em meio às trilhas do parque, as formações lembram o mapa do Brasil, o Arco do Triunfo, a cabeça de Dom Pedro I, os três Reis Magos e tudo aquilo que a imaginação conseguir enxergar.

As Sete Cidades

O Parque Nacional das Sete Cidades é dividido em sete grupos. Os destaques de cada uma dessas “cidades” são:

Primeira Cidade

Segunda Cidade

Terceira Cidade

Quarta Cidade

Quinta Cidade

Sexta Cidade

Formações rochosas como A Pedra da Tartaruga – que lembra o casco do animal -, a Pedra do Elefante e a Pedra do Cachorro.

Sétima Cidade

O acesso à sétima cidade somente é permitido com a autorização do Ibama. Nela há as inscrições rupestres mais nítidas do parque.

As teorias

Existem inúmeras teorias relacionadas à origem das pinturas rupestres encontradas no parque. Para o pesquisador francês Jacques de Mahieu, as inscrições seriam de vikings tamanha a semelhança com a escrita rúnica – um antigo alfabeto germânico. Já o historiador europeu Ludwig Schwennhagen crê que os fenícios foram os primeiros habitantes das Sete Cidades. O povo da Ásia antiga, ao atravessar o oceano em busca de novas rotas comerciais devido à Guerra de Tróia, teria usado o parque como palco para suas cerimônias religiosas. Finalmente, o autor do livro Eram os Deuses Astronautas?, Erich von Däniken, acredita que as sete formações rochosas do parque foram esculpidas devido às forças não-naturais de seres extraterrestres.

A visitação ao parque

O Parque Nacional das Sete Cidades oferece uma boa infra-estrutura de visitação. Para conhecê-lo, o turista deve alcançar o centro de visitantes e solicitar o acompanhamento de um guia (o parque não autoriza a visitação sem a presença de um funcionário local). A reserva ambiental possui lanchonete e trilhas bem sinalizadas, além de duas hospedagens ao seu redor: o Parque Hotel Sete Cidades e o Hotel Fazenda Sete Cidades. Ambos os hotéis oferecem em seus restaurantes a especialidade local: capote – ou galinha d’angola – ao molho pardo.