O tradicionalismo gaúcho
A figura do homem gaúcho se popularizou com a criação do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Em 1947, oito estudantes vestidos a caráter recepcionaram na Praça da Alfândega os restos mortais do farroupilha David Canabarro. No ano seguinte, mais especificamente em 24 de abril de 1948, foi este o evento que marcou o início dos ideais farroupilhas. No mesmo ano, foi criado o primeiro Centro de Tradições Gaúchas, o CTG 35, homenagem à data de início da rebelião farroupilha, 1835. Seu objetivo era estudar e difundir as tradições gaúchas, que estavam relegadas ao esquecimento. Desde então, o Movimento Tradicionalista Gaúcho reúne 1.400 CTGs no Rio Grande do Sul e mais de 1000 espalhados pelo Brasil.
Os gaúchos que participam dos CTGs sabem o quanto é importante estar devidamente trajado. Por isso, o homem sabe que sua vestimenta correta é bombacha, bota, camisa, faixa na cintura, guaiaca (cinta larga com vários compartimentos), colete, casaco, poncho (durante o inverno), lenço vermelho ao pescoço e chapéu. Já a mulher usa: vestido de chita estampado ou liso, com passa-fitas, apliques, babados e rendas, de uma só peça, com a barra da saia à altura do peito do pé, bombachinhas até a altura do joelho, par de meias longas, sapatos de salto grosso, e cabelos soltos, ou em trança, enfeitados com flores ou fitas.
Se antigamente a palavra “gaúcho” tinha a conotação pejorativa, de um povo sem lei, que roubava gado e raptava mulheres, hoje o gaúcho é conhecido como um povo corajoso, honrado e que almeja a liberdade.
Hino Rio-Grandense
Como a aurora precursora
do farol da divindade,
foi o vinte de setembro,
o precursor da liberdade.
Mostremos valor, constância,
nesta ímpia e injusta guerra.
Sirvam nossas façanhas
de modelo a toda terra.
Entre nós revive Atenas
para assombro dos tiranos;
sejamos gregos na glória
e na virtude, romanos.
Mas não basta p’ra ser livre
ser forte, aguerrido e bravo,
povo que não tem virtude
Acaba por ser escravo

