Uma bebida festiva

A cidade de Garibaldi é conhecida como a terra dos espumantes. Na região, são muitas as vinícolas que produzem a bebida festiva, tão disputada para celebrar a virada do ano. O espumante é também a bebida ideal para acompanhar todas as etapas de um banquete gastronômico, da entrada à sobremesa.

O espumante pode ser classificado como seco (brut), meio-seco (demi-sec), ou doce, conforme a graduação de açúcar, e possui um teor alcoólico em torno de 10%. Foi inventado pelo frade beneditino Don Perignon quando este criou uma bebida borbulhante, obtida através da segunda fermentação do vinho. Se na França, essa segunda fermentação costuma ser feita dentro da própria garrafa, através de um processo custoso denominado champenoise; no Brasil, ela é feita, na maioria das vezes, dentro de tonéis de inox, ou seja, pelo processo charmat.

No Brasil, espumante; jamais champagne.

A denominação champagne deve ser vinculada somente às bebidas provenientes da região de mesmo nome, localizada na França. Os produtores franceses exigem o uso exclusivo da marca. Sendo assim, no Brasil, adotou-se o nome de espumante para caracterizar a bebida com características semelhantes à produzida na França.

A Chandon

Devido às excelentes condições climáticas da serra gaúcha, com uma produção de uvas semimaduras ideais para produzir espumantes, a empresa francesa Maison Moët & Chandon decidiu se instalar no local. Em 1973, a Chandon do Brasil foi inaugurada, e, três anos depois, iniciou a fabricação de de espumantes. Hoje a qualidade de suas bebidas são reconhecidas nacionalmente e ganham respeito no mercado externo. No feitio do Chandon Brut – o mais tradicional da empresa – são utilizadas uvas chardonnay, pinot noir, riesling itálico. Os demais produtos incluem: Chandon Demi-Sec, Chandon Passion, Chandon Rouge e Excellence Brut Reserve. A empresa está aberta para visitação. Os interessados podem fazer um tour pelas instalações, conhecer o processo de fabricação do espumante e degustar os produtos.