À espera da neve

Sempre que surge a notícia da possibilidade de neve nas serras catarinenses, cidades como São Joaquim e Urubici se abarrotam de gente. Não importa se as chances de cair os tão esperados flocos brancos sejam mínimas. Afinal, a expectativa também é parte da diversão. Para isso, as pessoas vão para as ruas cobertas com poncho, gorro de lã, cachecol, luvas, casacos. Para esquentar, há a opção de chá-de-maçã, quentão de vinho e, em locais mais sofisticados, chocolate quente. Para passar o tempo, o visitante pode tirar uma foto ao lado do boneco de neve (de mentirinha, claro) que fica numa praça de São Joaquim.

Ou então, fotografar o termômetro que costuma registrar as baixas temperaturas. Caso o turista decida esperar acordado até altas horas da noite, quando a possibilidade de neve é maior, ele pode degustar vagarosamente um belo fondue. Os mais insistentes, aqueles que sabem que a neve costuma cair apenas de madrugada, quando todos estão dormindo, esses geralmente escolhem ficar ao lado da lareira, observando os postes de luz pela janela, esperando qualquer sinal de neve, mesmo que seja só por alguns minutos. Essas pessoas sabem que ver neve num país temperado é uma coisa, mas ver neve no Brasil é para poucos privilegiados.

Urubici, o menor registro de temperatura do país

O turista que deseja conhecer o município de Urubici, onde foi registrado o recorde de temperatura mínima no Brasil (-17,8 graus Celsius, em 1996) deve seguir pela SC-430. A pacata cidade de pouco mais de 10.000 habitantes fica a aproximadamente 60 km de São Joaquim. Mas ao dirigir, deve ficar atento ao que dizem as placas ao longo da estrada: “Cuidado, gelo na pista”.